terça-feira, 26 de junho de 2012


"Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com meus sonhos"

Alberto Caeiro

-

Don't get me wrong.

Eu ainda sou uma criança.
Eu desenho corações na ultima folha do caderno 
e acredito em amor à primeira vista.
Não tenho os pés no chão.
Não tenho autocontrole e fico tímida perto de gente importante.
Sou intelectualmente e sentimentalmente insegura.
Tenho medo de andar no escuro e não sei preparar meu jantar.
E não gosto de televisão.
Pronto, falei.

Lílian Terra

-

Que bom que as noites não são eternas.

Às vezes precisamos nos livrar das armaduras 
que bloqueiam nossas emoções,
olhar para o fundo de nós e ver, como num espelho, 
aquilo que fomos e o que nos tornamos, e então chorar.
Chorar como uma criança quando lhe arrancam a chupeta 
e ali, naquele canto sozinha, ficar até que nossas lágrimas lavem nossas culpas
e que aquele sentimento nos traga alguma esperança, 
para que possamos nos levantar e caminhar numa outra direção.

Lílian Terra

-

sábado, 16 de junho de 2012

Imagem: Kim Garretson 

"Eu sinto que lá fora o tempo corre em vão.
Eu sinto que o tempo corre.
Ele não deve correr assim, tão visivelmente,
mas sim enrijar, amadurecer e envelhecer.
Deve perfazer a pouco e pouco a sua obra.
Mas doravante, poderá ele enrijar 
e dar permanência a alguma coisa nossa?"

Aintoine de Saint Exupéry - Cidadela

-

Em cada passo, penso.
Em cada olhar, invento.
Em cada gesto, amo.

Lílian Terra

-

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Perdi tempo contando horas, esperando desculpas, relendo mensagens.
Perdi aquele sorriso antigo e um certo brilho no olhar,
e tudo por esperar muito de quem pouco tinha a oferecer.
Por deixar meu coração falar por mim, e por achar 
que seu amor poderia um dia mudar de rota
e atracar no meu cais.

Lílian Terra

-

terça-feira, 5 de junho de 2012

Invictus


Foto: Julie de Waroquier
"Dentro da noite que me cobre negra como as profundezas, de um pólo ao outro,
agradeço aos deuses, se é que existem, pela minha alma indômita.
Nas garras ferozes das circurstâncias, não me encolhi, nem fiz alarde do meu pranto.
Golpeado pelo acaso, minha cabeça sangra, mas não se curva.
Longe desse lugar de ira e lágrimas, só assoma o horror da sombra.
Ainda assim, a ameaça dos anos me encontra, e me encontrará sempre, destemido.
Não importa quão estreita seja a porta, quão profusa em punições seja a lista,
sou mestre do meu destino, sou capitão da minha alma."

William Ernest Henley

-

Páginas